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terça-feira, 28 de junho de 2016

Aula de Guematria | Numerologia Cabalista


Como funciona a numerologia (GUEMATRIA) na Cabala? Cada letra do alfabeto hebraico tem um valor numérico. A soma dos valores numéricos das letras de cada palavra dão a numerologia da palavra. Palavras com valores equivalentes têm alguma ligação.




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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Uma Visão Cabalista das Velas de Shabat


O Acendimento das Velas na Visão da Cabalá                      


Nos mandamentos da Torá, encontram-se numerosos exemplos de distinção e diferença entre os gêneros. Embora muitos dos mandamentos se apliquem igualmente a todos, existem, mesmo assim, mandamentos específicos que se aplicam apenas a homens ou apenas a mulheres.


Sob as perspectivas da análise cabalística ou chassídica, cada um dos mandamentos tem uma dimensão interior que reflete uma realidade espiritual oculta. Com frequência isso é mencionado como a intenção mística ou cavanot, que anima e inspira cada um dos mandamentos.1*

Com isso em mente, pode-se esperar encontrar uma articulação da natureza do género expresso nos diferentes mandamentos que são específicos para um gênero.

Um exemplo de um mandamento que é designado para as mulheres é a mitsvá de acender as velas do Shabat.2* Este ato específico a um género é excepcionalmente rico em sua história de interpretação cabalística e se presta imediatamente a uma descrição detalhada do feminino, em geral, e das mulheres, em particular.3* Embora existam muitas interpretações sobre o significado interior de mulheres acendendo velas do Shabat, algumas dimensões recorrentes são continuamente enfatizadas. Apresentaremos a seguir um conjunto fundamental de reflexões que são desenvolvidas através de fontes cabalísticas e chassídicas.

Para começar, deve-se meditar sobre a formulação abstrata da dimensão interior de acender velas do Shabat. Como ocorre com muitos dos mandamentos e costumes no Judaísmo, o Arizal fornece um modelo matemático que serve como um resumo simbólico para registrar, de maneira disfarçada, a essência dessas intenções místicas. Sem entrar numa discussão detalhada sobre a natureza da estrutura matemática da Torá, deveria ser suficiente dizer que a metodologia normativa da exegese cabalística frequentemente emprega ferramentas matemáticas ao formular uma interpretação. A base para esses tipos de ações interpretativas vem da tradição de relacionar as letras hebraicas com os números.4* Assim, as palavras que têm correspondência numérica são entendidas como possuindo tanto relacionamentos linguísticos quanto conceituais.

No caso das velas do Shabat. o Arizal quer enfatizar os principais ingredientes que formam uma vela, ou ner em hebraico. Neste exemplo, ele relaciona a vela a vários pares de nomes Divinos. A fórmula consiste da união de três pares de nomes, dos quais o primeiro é a união do Tetragrama (formado pelas letras yud, hei, vav e hei ) e o nome Divino. Eu serei (Ekiy-h) que é numericamente equivalente a 26 mais 21-.5* O segundo par também envolve o Tetragrama, porém nessa união está ligado com o nome Divino Elokim, que é numericamente equivalente a 26 mais 86. O terceiro e último par inclui, mais uma vez, o Tetragrama acoplado com o nome Divino A-dnut que é numericamente equivalente a 26 mais 65. Para resumir, juntos estes seis nomes (26, 21, 26, 86, 26, 65) totalizam 250, que é o valor numérico da palavra vela, ner em hebraico. Assim, a vela que uma mulher acende antes do Shabat contém, segundo o Arizal, a estrutura da união de seis nomes Divinos na ordem dos três pares.6*

ESTA TABELA É MERAMENTE ILUSTRATIVA E NÃO PERTENCE AO ARTIGO ORIGINAL 
Para entender o que está sendo sugerido aqui, deve ser feita uma breve introdução ao uso cabalístico dos nomes Divinos. Como princípio geral, cada nome denota um relacionamento específico. Por exemplo, assim como uma pessoa pode ser chamada por muitos nomes diferentes: filha, irmã, esposa, mãe, aluna, professora, etc., dependendo da pessoa com quem está se relacionando e em qual contexto, assim também D'us é chamado por muitos nomes. Na Cabalá, estes nomes designam vários módulos de manifestações Divinas em relacionamentos específicos. Apesar disso, uma pessoa não sugeriria que seus nomes diferentes estão vindo para implicar que ele ou ela são múltiplas pessoas. Além disso, nenhum desses nomes identifica sua essência existencial! Assim, D'us é Um e Único, apesar do interminável número de nomes usados para descrever a auto-expressão de D'us. A função do nome é meramente um meio de identificação para o outro.7*


KIT HEBRAICO | GREGO

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